Thursday, 14 June 2012

Eu ainda posso sentir tudo o que aconteceu naquela noite. Tudo ainda acontece bem lentamente na minha cabeça. Eu sabia que não íamos segurar todas as nossas vontades. Mesmo em uma cama de solteiro, ela deitou-se ao meu lado. Nós nos olhamos e, mesmo sabendo que não podíamos, nos beijamos lentamente, sentindo cada parte dos lábios. Tudo naquela noite aconteceu calmamente e silenciosamente. Nossa mãos já não se contentavam mais com os cabelos sedosos e tiramos nossas roupas. Devagar fui até os seus seios tão macios e gostosos e apreciei-os como se fosse uma criança amamentando. Ela fazia carinho em minha cabeça enquanto eu descia mais um pouco e alcançava seus grandes lábios. Se existe coisa mais deliciosa do que aquelas partes, ainda não experimentei. Minha língua penetrava e saía do seu interior e eu podia escutá-la gemendo baixinho. Parecia que estava no paraíso. Eu estava, ao menos. Minha língua a cada movimento retornava com mucos e salgada, e eu sentia estar bebendo o elixir da vida. Quando encostava em seu clitóris, percebia que se esforçava para não fazer nenhum gemido descontrolado. Os nossos "vizinhos" sabiam que era somente eu e ela naquele quarto de hotel. Eu poderia passar a noite toda naquele mesmo lugar, naquela mesma posição. Ela também queria, entretanto. Sua natureza também pedia para explorar meu interior. Retornei até sua boca e deixei que ela fosse até a minha fonte de prazer intenso. Enquanto ela me chupava e penetrava, tive que apoiar firmemente minhas mãos no colchão e segurar meu gemido. Meus seios chegaram até endurecer e a vontade dela de mais e mais parecia nunca ter fim. Sua mão massageando meu clitóris me obrigava a fechar os olhos e aumentava minha respiração para que nenhum barulho fosse emitido. Sua língua, seus dentes e seus lábios naquela região de fato me transportaram para outro mundo. Ela veio até a mim e nos beijamos. Colocamos um edredom no chão e sentamos nele para que pudéssemos encaixar nossos lábios menores em nossas coxas e movimentar nossos corpos para estimular nosso prazer. Nos segurávamos uma na outra, beijávamos como podíamos e eu escutava nossas respirações ofegantes. Nossos organismos já estavam cansados mesmo que nossas mentes não concordassem. Eu já não conseguia mais nem movimentar meus lábios. Ela ainda acariciou minha vagina antes de me desejar boa noite. Dormimos em cima do edredom completamente nuas e só acordamos quando o Sol bateu em nossa janela.

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